quarta-feira, 1 de Julho de 2009

A BALADA DE WALL STREET


Bastaram seis meses para que a justiça Norte Americana prendesse, julgasse e condenasse Bernie Madoff.
A pena aplicada foram uns severos 150 anos de prisão, o que significa que Madoff (com 71 anos de idade) vai muito provavelmente morrer na cadeia. Não que uma pena deste calibre seja motivo de regozijo, mas é significativo o sinal que o Juiz Ching lança para o sistema financeiro, mostrando que numa conjuntura tão sensível como a que actualmente se verifica, ninguem pode correr o risco de pervaricar.
Nós por cá, fazendo jus aos brandos costumes, temos uma justiça que envia sinais exactamente contrários. Meses para meter na “choça” o cabecilha do BPN (para quando o julgamento? Sabe-se lá…), mais de um ano para acusar o bando do BCP e a assunção de que muitos prevaricadores estão ainda à solta.
Infelizmente, este filme já muitas vezes foi visto e toda a gente lhe conhece o final: De recurso em recurso, de expediente em expediente ou de incidente em incidente, fatalmente o processo arrastar-se-á “ad eternum” até à morte dos arguidos ou, no máximo, a uma pena meramente simbólica.
E é assim o nosso Portugalete: Pobrete mas alegrete!

segunda-feira, 1 de Junho de 2009

MAS AS CRIANÇAS, SENHOR, PORQUE LHES DAIS TANTA DOR?!...



Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...


(Balada da Neve – Augusto Gil)

Primeiro foi o caso de Torres Novas com toda a sua colecção de confusões, opiniões, recursos e mais todos os artifícios que o nosso edifício legal alberga na sua arquitectura barroca e desajustada.
Confesso que me chocou todo esse caso e não me espanta que uma criança de cinco anos, sujeita a tais pressões e mediatização, tenha acabado por ser obrigada a fazer as suas “escolhas” sem nada que indicie que tenham sido realmente a melhor solução para ela.
Voltamos pois a ser confrontados com um caso de contornos parecidos, mas de consequências potencialmente mais graves, que é o caso da criança Russa que dá pelo nome de Alexandra.
Passando um pouco para lá do folclore em que a imprensa Russa envolveu o caso, sobra-nos um travo amargo derivado do sentimento de que aquela criança, apanhada nas malhas ínvias da nossa Kafkiana justiça, foi definitivamente condenada a uma vida de miséria e de possíveis maus-tratos.
Será talvez um sentimento piedoso e um tanto emocional, que de certo modo ignora muitos dos factos que pesaram na decisão dos tribunais, caindo assim no risco de ceder com alguma facilidade ao sentimento de lamechice nacional que nos assola em casos deste tipo, tal como já tinha acontecido no chamado “Caso Esmeralda”
Só que desta vez o caso torna-se nitidamente mais sério, pois acabamos por ser confrontados com a impossibilidade de desfazer o que foi feito, pois ninguém acredita que a nossa justiça possa vir a ter qualquer influência nas empedernidas autoridades Russas, cuja herança burocrática rivaliza, e ultrapassa mesmo a das nossas instituições.
Assim assistimos a uma criança levar pancada da mãe em frente das câmaras de TV, como argumento de “agora é que ela vai aprender o que é educação”. Isto dito de forma sorridente por uma mãe prostituta e alcoólica, que segundo insuspeitos testemunhos de compatriotas, sempre negligenciou e maltratou a criança.
Para cúmulo desta situação, assistimos à originalidade de ouvir um dos Juízes Conselheiros da Relação de Guimarães, justificar-se publicamente das suas decisões. Assim, o Douto Juiz explicou que tinha ficado chocado com as imagens apresentadas na TV – embora isso não lhe tivesse mudado o sentido de voto - mas mais espantosamente confessou ter-se excedido nas observações que fez acerca da “Mãe Afectiva” da Alexandra.
Diz então o Magistrado que após ter visto Florinda Vieira na televisão, constatou ser uma pessoa muito diferente daquilo que ele julgava, tendo rematado que “a sua personalidade não estava correctamente vertida para o papel”.
Acho isto inaudito, para não apelidar de grotesco!
Não sendo jurista, nem sequer entendido na mecânica jurídica, foi-me explicado que o Tribunal da Relação estaria impedido de ouvir pessoas e tão só se limitava a ler documentos e decidir em conformidade, embora os Tribunais das Instâncias Anteriores – Esses sim, obrigados a ouvir as pessoas e a produzir prova concreta – se tivessem pronunciado em sentido contrário.
Como é possível aceitar uma coisa destas? Como permitir que o destino de uma vida esteja sujeito à subjectiva apreciação de um “terno” de juízes, a mais das vezes mal preparados.
E assim, ao abrigo de leis idiotas e arbitrárias, lidas e interpretadas por gente de pouca qualidade, se decide o destino de uma Vida.
No rescaldo de uma certa amargura, ouvi ontem na TV o Prof. Marcelo pavonear-se, dizendo que era uma das pessoas que se tinha batido para que fosse considerada a figura jurídica “Superior Interesse da Criança”.
Chegou a dar-me uma náusea! Mas afinal de que se trata este “Superior Interesse da Criança”? Como é avaliado objectivamente? Qual é o seu peso na sentença?
De facto não sei, apenas sei que neste momento, uma menina que tinha uma vida estável e aparentemente feliz, à luz das apreciações destes Doutos Jurisconsultos, está como pudemos todos constatar, a viver num tugúrio, aos cuidados da mãe, Natália Zarubina, prostituta e alcoólica, em casa de uma avó e de um avô, o qual é conhecido pela alcunha de o “Monstro da Tropa”, seja lá qual seja o significado deste cognome.
Muitos parabéns, Senhores Juízes do Tribunal da Relação de Guimarães, bem podem limpar as mãos à parede, e se a consciência não vos pesa, então durmam sossegadamente o chamado sono dos justos.

segunda-feira, 25 de Maio de 2009

APOCALYPSE NOW


De um modo geral, toda a minha geração foi marcada por duas guerras, que embora distintas nos seus objectivos geo-estratégicos, e especialmente nos meios empregues, tinham parecenças, que embora pouco óbvias, as tornavam muito semelhantes.
Uma geração inteira envolvida num conflito ultramarino, longe dos seus lares e famílias, do qual pouco sabiam, fosse sob o ponto de vista militar, fosse sob o ponto de vista político, era realmente um ponto de união entre os Norte Americanos, que em protesto levavam à cena na Broadway o musical “Hair”, enquanto os nossos Minhotos e Transmontanos que se limitavam a embarcar no “Niassa” e a tatuar inocentemente no antebraço o inevitável “Amor de Mãe”.
E assim, uma geração inteira marchou para a frente de combate, apenas imbuída do espírito da disciplina, sem saber o que a esperava, e de um modo geral sem saber sequer porque estava a combater.
Por um lado a guerra do Vietname, altamente mediatizada e capaz da mobilização de meios logísticos, técnicos e humanos virtualmente inesgotáveis, por outro lado a “nossa” Guerra Ultramarina, feita apenas com a valentia e espírito de sacrifício de gente simples, amiúde analfabeta, que se empenhava porque não tinha outro remédio, obedecendo de forma quase cega aos seus superiores, sem sequer suspeitar que poderia vir a ser traída por muitos daqueles a quem, na sua simplicidade, havia jurado fidelidade.
A “nossa” guerra era-me demasiado próxima.
Conhecia os combatentes, os mártires e os dissidentes. Era a guerra da minha geração, contada “boca-a-boca”, desvirtuada pela "propaganda", polvilhada aqui e ali por interrogações, tais como: “… e sabes o que é que aconteceu ao gajo…? Ouvi dizer que tinha lerpado...”… Na realidade todos acreditávamos que estávamos a defender uma parte integrante do Território Nacional (…E não estávamos?).
Já o Vietnam era mais longínquo e mais político: Um País ajudava uma facção numa guerra civil por razões meramente geo-estratégicas e políticas, enviando para lá contingentes militares que não tinham qualquer afinidade com os territórios ou gentes pelos quais lutavam.
Isso sempre me levou a considerar a enorme produção cinematográfica feita em torno do Vietnam, uma de duas possibilidades: Ou mera “propaganda” oficial ou a “contra-propaganda” que um regime democrático sempre permite, o que para nós na altura era algo de muito pouco compreensível.
Até que um dia, já em São Paulo (Brasil), fui ver a obra prima de Copolla, “Apocalypse Now”, e pela primeira vez em anos, apercebi-me bem da proximidade de ambas as guerras: É que as semelhanças não estavam nos objectivos nem nas motivações, mas tão só na capacidade quase impossível de um homem estar colocado nos níveis máximos de insanidade que a guerra arrasta consigo e conseguir sobreviver física e psicologicamente a essa terrível experiência.
Uma das cenas que mais me marcou no filme, é quando o Capitão Wilard (Martin Sheen) chega a uma zona de combate, rasteja pelas fortificações e encontra um negro, fumando um “charro” e ouvindo aos gritos uma música de Jimmy Hendrix ("Machine Gun", se não me falha a memória). “Quem manda aqui?” pergunta Wilard. “Não é Você?” Pergunta o negro espantado, enquanto aspira uma longa baforada de Marijuana.
É desta insanidade de que falo!
Li há dias um conjunto de relatos feitos pelo meu Primo Afonso, acerca da tremenda e igrata tarefa que é "fechar" uma guerra.
Conheço-o bem: É um homem pacato, bem formado e chefe de uma família numerosa e unida!
Longe da caricata figura do Rambo, mourejou por Cabinda, pelos Dembos e por Cambambe, cumprindo a sua missão, defendendo os seus Homens, tentando proteger os Civis - vítimas da vergonhosa traição de Rosa Coutinho e quejandos – e basicamente tentando manter alguma ordem no caos em que a situação vivida teimava em mergulhar a sua razão, âncora à qual sempre se conseguiu manter agarrado.
Compreendo bem o “Tempo Flutuante” a que ele se refere.
Em determinada altura, confessa ele, as nossas referências e capacidades de análise tornam-se num círculo que se vai fechando à nossa volta, por vezes de uma forma tão apertada, que a fronteira que nos separa dos animais selvagens, que apenas vivem entre duas refeições ou no limiar da mais pura sobrevivência, se esbate de tal forma que a nossa própria natureza racional pode ser facilmente questionada.
O Afonso teve o seu “Apocalypse Now” e concedeu-nos o previlégio de o partilhar connosco.
“Tempo Flutuante” (FNAC e Bertrand – para quem esteja interessado), não é um livro de guerra, mas antes um livro sobre Homens que viveram, sofreram e sobreviveram à guerra. É um relato vivido, sofrido e sentido por alguém que esteve sujeito a experiências que a maior parte de nós nem sequer consegue imaginar. Trata-se da descrição dura, crua e mesmo brutal, de tal forma surrealista que quase nos leva a pensar numa bem conseguida obra de ficção, sendo que este é um dos tais casos em que a realidade consegue superar facilmente a ficção.
Passaram-se cerca de 35 anos e a História insiste em manter um silêncio ensurdecedor sobre o que foi a Guerra e sobre o que foi a descolonização, em tempos apelidada de “exemplar”. Falam muito dos mortos, mas pouco falam dos vivos. Esquecem a herança de uma guerra civil de cerca de 20 anos, qual presente envenenado com que brindámos o Povo Angolano ao som do hino, com o arrear da Bandeira Nacional.

Faça-se História, Porra!!!

Pela parte que toca ao Afonso, acho que pode dormir descansado: Não só cumpriu o seu dever, como conseguiu que ele não caísse no pusilânime esquecimento que tem ensombrado a nossa História recente.
Para ti, meu querido Afonso, um forte abraço e a minha sincera admiração pelo homem e pelo militar (Miliciano, diga-se)!

quinta-feira, 21 de Maio de 2009

DO AMARGO SABOR DA ANGÚSTIA


O tempo pastoso arrastava-se pela noite, lento e espesso.
A sensação de que minúsculos seres vivos se banqueteavam nos meus pulmões à custa do precioso oxigénio, fonte de vida e energia, criava em mim um misto de repulsa e horror que iam inexoravelmente aumentar a minha crescente ansiedade.
E o tempo escorria lentamente, grosso e pesado, aflitivo e fétido, envenenando de forma precisa e sistemática aqueles poucos resquícios de sanidade, aos quais eu me tentava agarrar com o desespero com que um naufrago se agarra ao salva-vidas que lhe escorrega sob os dedos.
A noite rumorejava com o ruído silencioso do longo corredor do hospital. O chiar pressuroso das sapatilhas das enfermeiras fundia-se com toda uma miríade de pequenos ruídos de sofrimento que ecoavam na noite. Não eram ruídos de dor aguda, mas antes os suspiros, os “ais” abafados, os gemidos sofridos e resignados, produzidos por uma pequena multidão sofredora.
Tendo como fundo esta melodia trágica e dodecafônica, como que saída de uma das mais inquietantes obras de Pierre Henry, a ansiedade crescia como uma sombra que se espraiava com lenta determinação pelas volutas assustadas do meu córtex cerebral.
A razão começava realmente a esboroar-se e todo aquele belo edifício racional construído em tempos de magnifica tranquilidade, tremia como que por acção de um sismo que lhe abalava irremediavelmente os alicerces.
O sono não chegava e o desespero aumentava.
Virado de lado, tentando a todo o custo fluidificar a espessura do tempo, sinto o tubo da máscara de oxigénio roçar-me ao de leve na face.
No auge da minha ansiedade, com o coração a galopar-me no peito, esse ligeiro toque, esse roçar frio do plástico, explicava-se de uma forma lógica, objectiva e isenta de dúvidas: Eram os dedos gélidos da morte que me acariciavam o rosto naquele momento, antecipando talvez a sua vitória sobre a debilitada força vital que ainda me mantinha a respirar.
A razão sumiu-se do meu universo íntimo de uma maneira de tal forma abrupta que parecia que jamais teria existido e o meu corpo e alma foram invadidos por um sentimento indescritível e incontrolável de puro pânico: De facto, naqueles breves, mas intermináveis momentos, penso mesmo que cheguei a morrer.
O meu coração batia, os meus pulmões respiravam, mas momentaneamente a minha alma morrera na agonia da irracionalidade!
Um gemido mais alto arrancou-me ao torpor insano em que mergulhara: Respirei profundamente prendendo a respiração por alguns segundos de cada vez que os meus pulmões mecanicamente se enchiam do ar enriquecido pelo oxigénio fornecido pela máscara quase obscena que naquele momento me disfarçava o esgar de pânico que se apossara de mim.
Lentamente a razão recuperou algum do terreno perdido, remetendo aqueles momentos terríveis para algum ficheiro protegido no mais recôndito do meu cérebro.
Não sei que horas eram, apenas sei que a partir daquele minuto ansiei pelo raiar do dia, por aquela luz ténue que vinda de toda a parte, expulsa lentamente os demónios que teimam em se apoderar de nós a coberto da escuridão da alma.
E o tempo teimava em escorrer tão lentamente como uma lata de tinta já sem viscosidade que alguém acidentalmente derramara. Os murmúrios e os suaves lamentos prosseguiam, conferindo alguma realidade aquela alucinante irracionalidade.
Lá pelas cinco da manhã o primeiro avião sobrevoou o hospital. Depois foi o primeiro comboio que fez vibrar levemente os vidros das janelas. Os autocarros fizeram a sua aparição, e aos poucos o pavor daquela noite foi-se esbatendo lentamente com os sinais do retomar da vida quotidiana.
Às seis da manhã acenderam-se as luzes, e qual quartel após o toque da alvorada, o hospital acordou de sopetão.
Enfermeiras diligentes ministravam apressadamente as medicações, auxiliares executavam as suas tarefas e os doentes, estremunhados, sujeitavam-se com estoicismo ao zumbir dos aparelhos, ao picar das agulhas e ao gurgulejar dos medicamentos.
Com um ar profundamente cansado, mas aliviado com o fim do pesadelo, estendi obedientemente o meu braço para uma colheita de sangue.
Já nem senti a picada da agulha.
Adormeci instantaneamente!

terça-feira, 28 de Abril de 2009

SUSPENDER A CIDADANIA...


Com a sua proverbial falta de habilidade, Manuela Ferreira Leite aventou há tempos que para proceder às difíceis reformas que se tornam imperiosas, se deveria suspender a democracia por um período de 6 meses.
Não deixa de ser bem pensado, mas políticamente muito incorrecto...
Pela parte que me toca, na qualidade de Natural e Habitante deste País tão maltratado, prefiro suspender a minha Cidadania!
Não que ela valha muito, aliás, tanto lhe gastaram o nome que passou a valer muito pouco mais do que o gélido "zero absoluto".
Assim, e porque a Cidadania, no actual contexto, não vale mais que uma acção das organizações de Madoff ou do que um "depósito a prazo" do BPP, declino das propaladas vantagens do seu usofruto.
Dantes eu tinha uma Pátria!
Dantes eu tinha um País!
Dantes eu pertencia a um Povo!
Agora, a Pátria tornou-se um conceito nebuloso e até despristigiante(?).
O País foi diluído numa espécie de creme de legumes, diligentemente atomizado por uma "varinha mágica" política, pomposamente apelidada de "Ideal Europeu", que eu, de todo em todo desconheço.
O Povo diz-se Europeu, por muito que a Europa regularmente o faça sentir uma espécie de "pária".
Definitivamente, suspendi a minha Cidadania!
Não que não me sinta Patriota, Nacional ou Português, mas apenas porque o "mainstream" que me rodeia, acha estes conceitos desactualizados.
... O meu voto? Vão buscá-lo ao Totta!

sexta-feira, 24 de Abril de 2009

"AVANT PROPOS"


Comecemos por entender que um "avant propos" não é mais nada do que isso mesmo: Apenas uma mera intenção!
Já ando pelos blogues há muito tempo, e sempre o fiz numa prespectiva filosófico/reflexiva, de certo modo pouco interventiva. Protegido por um pseudónimo, fui elocubrando ao longo dos tempos algumas ideias e reflexões, muito mais na prespectiva do seu eco do que própriamente no seu sentido mais universal e pedagógico.
Decidi pois mudar profundamente o meu rumo:
Larguei o anonimato, e gritarei aos quatro (??) ventos aquilo que não consigo que seja escutado neste Mundo cada vez mais reduzido em que habito.
O tempo passa, a idade avança, e nesta sua marcha inexorável vai-nos reduzindo o Mundo, no sentido em que Ele não passa do espaço que dispomos no âmbito da Humanidade.
... E a Humanidade está cada vez maior e o Tempo cada vez menor!
Nesta prespectiva, de certo modo amarga e um tanto ou quanto misantrópica, limitar-me-ei a verter neste blogue as minhas prespectivas sobre o Mundo, a Humanidade e Quejandos.
"So help me God!", como proclamaria qualquer Presidente Americano em dia de tomada de posse!